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Billie Eilish: "pais são preguiçosos, é por isso que eles enviam os filhos para a escola"

Em 2019, Billie Eilish, cantora estadunidense de enorme sucesso que venceu 10 Grammys e vendeu 80 milhões de álbuns em todo o mundo, concedeu uma entrevista a Pitchfork, em que deu a seguinte declaração:

Mulher que foi escravizada por 55 anos é humilhada pela justiça brasileira

Em julho de 2026, veio a público um caso horrendo que jogou luz a desumanidade que ainda está com as raízes bastante fixadas na sociedade brasileira, no Ceará, uma mulher de 62 anos foi resgatada de condições análogas à escravidão.

Mãos acorrentadas (Fonte: Comunica UFU)

A história não teria como ser mais macabra, a mulher que hoje possui 62 anos, já era escravizada desde os 7 anos de idade, ou seja, foi explorada por 55 anos seguidos, sem receber salário, direitos trabalhistas, folgas ou férias.

Esta pobre senhora perdeu toda sua vida, juventude e saúde para servir de escrava domésticas para três gerações de uma mesma família, sem alternativas e sem receber absolutamente nada em troca dos serviços prestados.

Neste contexto, muitos podem pensar "apesar de ser algo realmente desprezível, pelo menos agora ela foi resgatada e está segura", mas não, não se tratando da Justiça do Brasil, que já é amplamente conhecida por suas bizarrices.

A começar pela responsabilização dos algozes, ninguém foi preso pelo crime, após décadas escravizando outro ser humano, a família firmou Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério do Trabalho, e ficou estabelecido que pagarão indenização e verbas rescisórias.

Daí você deve pensar "para compensar todos os danos causados, a indenização deve ser de uma boa quantia, que permita a vítima refazer sua vida com dignidade e conforto." certo? Mas nãããão, não no Brasil, onde a lei diz que indenizações não devem permitir o "enriquecimento ilícito".

Os criminosos pagarão apenas R$50.000,00 de verbas rescisórias, R$200.000,00 de indenização e uma casa para garantir a "proteção social da trabalhadora", sendo que os pagamentos devem começar a ser feitos imediatamente. 

Agora eu te pergunto: explorar a mão de obra de outra pessoa desde a infância e por mais 55 anos não é uma forma de enriquecimento ilícito? Pare para pensar, R$200.000,00 dividido por 660 meses (os 55 anos em que a mulher esteve em escravidão) dão R$303,03 por mês.

Isso é justiça? 

E as bizarrices do judiciário brasileiro não param por aí, depois de mais de 5 décadas de trabalho forçado, esta senhora, vítima desse crime bárbaro, foi devolvida aos escravagistas, e está novamente morando no condomínio de luxo onde residem, na cidade de Eusébio, Grande Fortaleza.

A justificativa é de que "o desligamento imediato poderia representar um novo fator de vulnerabilidade" e de que ela permanecerá na casa da família "até que tenha condições de se manter fora dali" e se "inserir no mundo externo" e, supostamente, a senhora ficará "afastada das atividades laborais" no período em que permanecer na casa dos escravagistas.

Onde já se viu entregar uma vítima de crime contra a humanidade, a infância e a dignidade humana ao seu algoz?

A questão maior é que colocar a vítima para morar novamente no mesmo ambiente em que foi explorada e escravizada, com os responsáveis pelo crime é uma nova maneira de revitimizar esta senhora, que de fato, após tanto tempo em condição de escravidão, deve ter dificuldades de se reinserir na sociedade, mas nesse caso, é função do governo e dos serviços públicos auxiliá-la quanto a isso.

São muitas as opções, que vão desde de instituição de acolhimento para pessoas em situação de vulnerabilidade, abrigos públicos, casa de repouso ou moradia popular, e até mesmo um hospital, qualquer uma dessas alternativas seria melhor do que colocá-la para viver novamente no mesmo lugar.

É idêntico a abolição da escravidão, quando os escravos foram libertos mas muitos permaneceram sendo escravizados nas mesmas fazendas de engenho, porque não tinham condições de viver de forma independente e autônoma e o governo do Brasil não ofereceu nenhum auxílio ou incentivo para esta população na época, hoje, mesmo tantos anos depois, o país pouco muda e melhora nesse sentido.

Com isso, a mensagem que a justiça brasileira passa é que: "escravizar seres humanos compensa, e muito!"



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Librisil é a loja de produtos literários da escritora iniciante Sil Carvalho, lá você encontra produtos personalizados com base em suas obras, sendo que atualmente a autora possui dois originais publicados de forma independente na Amazon. 

Em ambos os livros, as protagonistas femininas são mulheres negras que enfrentam o racismo e estigmatização que a sociedade brasileira impõe a esta população, sendo Intoxicado um romance contemporâneo e O Bom Filho a Casa Torna um romance de época.

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