Junho é o mês da conscientização sobre saúde mental masculina, e muitas pessoas não sabem nem nunca ouviram falar sobre, mesmo que seja uma iniciativa extremamente importante e que joga luz a um tópico sensível e pouco discutido.
Homem sofrendo (Fonte: Academia Médica)
Em muitos locais do mundo, homens são ensinados desde a infância a não demonstrar seus sentimentos, pois isso é considerado um sinal de fraqueza, algo desonroso, vergonhoso ou até mesmo humilhante em algumas culturas.
No entanto, sabe-se que suprimir as emoções não é algo saudável, muito menos para uma criança ou adolescente, que ainda não amadureceu no aspecto mental, emocional e cognitivo, sendo assim, um indivíduo muito mais instável e propenso a crises e surtos.
O jogador de futebol Richarlinson enfrentou uma forte crise existencial após a Copa do Mundo de 2022, e em entrevistas, foi muito franco com relação ao período difícil que passou, revelando inclusive que chegou a ter pensamentos suicidas e cogitou atentar contra a própria vida. Aos prantos, mencionou até mesmo que a psicóloga com quem fez terapia salvou sua vida.
Outro caso emblemático no debate a respeito de saúde mental masculina é o de Chester Bennington, vocalista icônico da banda de rock Linkin Park, que marcou a adolescência de inúmeras pessoas na década de 2000 a 2010.
O público foi pego completamente de surpresa quando, em 2017, o cantor teve a morte por suicídio anunciada por veículos de comunicação. Ele já havia falado abertamente de sua luta contra a depressão, mas muitos fãs acreditavam que naquele momento em específico ele estivesse vivendo uma boa fase de sua vida, tanto profissional como pessoal.
Muitos garotos, rapazes e homens adultos vivem situações como a que Richarlinson e Chester viveram, mas diferente do jogador, para alguns pode ser difícil conseguir ajuda de um profissional especializado em saúde mental. As vezes, nem mesmo apoio familiar é possível a depender do contexto de vida, justamente devido a culturas machistas que repreendem o indivíduo do sexo masculino que tenta expressar como se sente, ou até mesmo buscar ajuda.
É necessário mudar esse cenário, a começar pela educação infantil, e ensinar aos homens desde jovens que está tudo bem não estar se sentindo bem, que não é vergonhoso ou humilhante pedir ajuda e admitir que está passando por um momento difícil.
Deixar cair em desuso frases como "homem não chora", "seja homem" é muito importante, assim como combater a ideia de que, em momentos de dificuldades, o correto é guardar para si mesmo e não se abrir com ninguém.
O mês de junho de 2026 passou despercebido para muitas pessoas no que se refere a ser a época dedicada a conscientização da saúde mental masculina, mas independente disso, o que verdadeiramente importa é que o debate acerca da saúde mental dos meninos não se limita a um único período do ano, mas deve ser um processo contínuo e de interesse geral, pois se trata de questão de saúde pública.
Se você está precisando de ajuda, existem alternativas para conseguir apoio:
CVV (Centro de Valorização da Vida): ligue 188;
CAPS (Centro de Atenção Psicossocial): busque apoio na unidade mais próxima de você, existem equipes multidisciplinares para te amparar;
UBS (Unidade Básica de Saúde): visite o posto de saúde do seu bairro, além de psicólogos o local também dispõe de grupos de apoio e terapia em grupo;
Mapa da Saúde Mental: consulte o mapa da saúde mental para encontrar o local de apoio mais próximo a você.
A LIBRISIL
Librisil é um blog mantido pela escritora independente Sil Carvalho, e leva o mesmo nome da loja de produtos literários da autora.
Sil escreve livros de romance e já possui dois originais publicados, sendo que, em ambos a maternidade é explorada de maneira crua e realista, retratando as belezas, e também as nuances que a envolvem, sem romantizá-la. E em agosto de 2026, está previsto o lançamento de mais um livro de romance, e desta vez, a maternidade será tema central, e não secundário como nos dois primeiros.
Você pode apoiar este trabalho, dando uma olhada nos produtos literários disponíveis aqui.
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