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Billie Eilish: "pais são preguiçosos, é por isso que eles enviam os filhos para a escola"

Em 2019, Billie Eilish, cantora estadunidense de enorme sucesso que venceu 10 Grammys e vendeu 80 milhões de álbuns em todo o mundo, concedeu uma entrevista a Pitchfork, em que deu a seguinte declaração:

Instagram e seu recurso fracassado que gera fotos com IA sem permissão

Atualmente, é inegável que as redes sociais fazem parte da vida das pessoas, enquanto alguns as usam para se informar, debater e até mesmo criar conteúdo monetizado, já outros, as usam para dividir seu dia a dia, se relacionar e fazer amizades.

A META, grande empresa de tecnologia pertencente e administrada por Mark Zuckerberg, detém algumas das redes sociais mais populares do Brasil, como o Facebook e Instagram, além é claro, do WhatsApp, plataforma de conversas mais utilizada no país.

Constantemente, a META anuncia novidades e recursos diferentes para suas redes sociais, com atualizações que buscam favorecer a experiência do usuário, atender a sugestões ou sanar problemas no sistema, como por exemplo, o WhatsApp, que antes funcionava tendo o número de telefone como pré-requisito para criar uma conta, mas agora já não possui mais esta obrigatoriedade e, em vez disso, permite o uso de um nome de usuário para trocar mensagens, como qualquer outra rede social.

Seguindo a mesma linha de novidades, em julho de 2026, o Instagram anunciou um novo recurso que chocou o público por sua proposta, basicamente uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) que permite gerar imagens utilizando como base perfis públicos presentes na plataforma.

Tela de celular com aplicativo do Instagram aberto (Fonte: Exame)

Desta forma, literalmente qualquer pessoa poderia escolher o perfil público de um outro alguém e gerar materiais diversos com auxílio de Inteligência Artificial (IA) sem o consentimento do usuário original, que é criador da foto ou vídeo em questão e o publicou em seu perfil pessoal.

Obviamente, como já era de se esperar, a iniciativa causou imensa revolta e um mutirão de críticas por provocar insegurança nos usuários quanto aos seus direitos de imagem, violar os direitos de privacidade e favorecer o uso inadequado da propriedade intelectual.

O que mais choca em toda a situação não é a META ter anunciado o recurso em 07/07 (terça-feira) para remover apenas três dias depois em 10/07 (sexta-feira), e sim o fato desta ideia ter sido proposta, planejada, discutida e implantada por parte de sua equipe.

De acordo com a empresa, "a intenção era oferecer uma ferramenta criativa, útil e dar às pessoas controle sobre o uso de seu conteúdo público dessa forma" mas isso sequer faz sentido, para começar, em que é útil permitir que terceiros explorem e utilizem a imagem alheia sem permissão ou aviso prévio? E outra, como um recurso com essa proposta daria controle sobre o uso de seu conteúdo público? 

O que acontece, na realidade, é justamente o contrário, as pessoas não podem controlar o que será feito com o material publicado e nem mesmo impedir que outras pessoas manipulem sua imagem e seu material sem sua permissão. 

O único modo de impedir isso seria privando a conta, o que não é justo com os usuários que, ao criarem um perfil público, não foram avisados sobre um recurso como este e, além disso, podem querer criar conteúdo público de um nicho ou assunto específico e se resguardar ao mesmo tempo.

E, muito logicamente, a META sabe disso, e sabia desde o início, o que acontece é que serviços de Inteligência Artificial (IA), independente se chatbots, gerador de imagens, vídeos ou quaisquer outros tipos, precisam ser alimentados por material humano.

Este recurso nada mais era do que uma alternativa pensada para alimentar a Inteligência Artificial (IA) do Instagram com materiais reais e orgânicos dos usuários, desta forma, melhorarando o seu desempenho e a qualidade de suas respostas.

E é óbvio que a META sabia que não era de bom tom um recurso desse tipo, pois chatbots como Gemini e Chat GPT já não manipulam imagens de pessoas reais como celebridades, por exemplo, justamente devido a questões ligadas a direitos de imagem e de propriedade intelectual. 

Ora, então por que, sabendo disso, a empresa propôs um recurso assim?

Felizmente as pessoas estão cada vez mais atentas as questões éticas que rodeiam o uso de Inteligência Artificial (IA), pois para oferecer as respostas dos prompts enviados pelos usuários a ferramenta precisa consultar diversas fontes e utilizá-las como base para gerar outro material, e isso é feito, muitas vezes, sem permissão dos autores, artistas e enfim, seres humanos por trás das informações e dados consultados.

As discussões quanto a direito de imagem, propriedade intelectual e plágio vão se tornar cada vez mais constantes a medida em que o uso e a exploração de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) se expandem e ampliam dia após dia.

Neste sentido, é necessário que os usuários estejam atentos para combater práticas abusivas, enganosas ou que violem seus direitos e prejudiquem a comunidade a boa convivência online, este caso envolvendo o Instagram, foi um importante passo na luta por interações mais respeitosas em redes sociais.



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