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Billie Eilish: "pais são preguiçosos, é por isso que eles enviam os filhos para a escola"

Em 2019, Billie Eilish, cantora estadunidense de enorme sucesso que venceu 10 Grammys e vendeu 80 milhões de álbuns em todo o mundo, concedeu uma entrevista a Pitchfork, em que deu a seguinte declaração:

Carolina Dieckmann e sua torcida justificada para a Argentina

Carolina Dieckmann postou em suas redes sociais um vídeo em que interpreta um texto de Lia Vainer Schucman, que diz não faz sentido se basear em qual país é mais ou menos racista para torcer na Copa do Mundo de 2026, isso ocorreu após a atriz sofrer uma onda de críticas por declarar torcida para a Argentina de Lionel Messi.

Atriz Carolina Dieckmann e jogador argentino Lionel Messi (Fonte: IG)

Na publicação, a atriz comenta sobre o histórico de países como Inglaterra, França e Espanha com relação a colonialismo, racismo, guerra e violência, dando a entender que como todo país possui marcas de desumanidade em sua história, não faz sentido apontar racismo como razão para se posicionar contra uma nação em específico.

O que Carolina parece não ter entendido, ou entendeu e preferiu fingir que não, é que a discussão acerca da conduta de torcedores e jogadores argentinos não é sobre a história dos países apenas, mas da postura que cada nação adota ATUALMENTE para combater as consequências deste passado sangrento.

Até porque, se fosse assim, ninguém poderia torcer pelo Brasil, que foi o último país do planeta a abolir a escravidão e até os dias atuais carrega um racismo sistêmico e estrutural imenso, tampouco apreciar a cidade de Campinas no Estado de São Paulo, que foi o último lugar do mundo a encerrar a mão de obra escrava.

Mas o Brasil, diferente da Argentina, reconhece seus problemas de representação, direitos e igualdade para populações de indígenas, negros e mulheres, e busca, por meio de iniciativas governamentais, apoiar os grupos minoritários e educar a população para um futuro mais tolerante e diverso.

São exemplos as cotas raciais e sociais em concursos públicos, universidades, colégios e editais num geral, garantindo que pessoas em vulnerabilidade ou desprivilegiadas concorram apenas com outros candidatos de mesma condição, e diminuindo assim os impactos da injustiça social. 

Outro exemplo é a lei de racismo e injúria racial, poucos sabem mas o Brasil é um dos únicos países do planeta que criminaliza racismo e discriminação de viés racial, inclusive, recentemente a advogada argentina Agostina Páez foi um caso exemplar da aplicação da lei, presa após proferir ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema.

Mas e quanto a Argentina? Que iniciativas toma para combater o racismo no país? Quais medidas educativas, de saúde e de políticas públicas são realizadas para jogar luz sobre o problema? Quais leis buscam reconhecer os danos e prejuízos causados pelas desumanidades do passado? E que tipo de compensação é ofertada para as populações vulneráveis do país?

No que se refere a futebol, a torcida argentina se mostra especialmente racista e violenta, um excelente exemplo disso é o que sofreu o streamer IShowSpeed, que foi humilhado, ofendido e atacado sem razão alguma enquanto assistia a partidas da Copa do Mundo, em seu próprio país.

Somente nessa Copa do Mundo, torcedores argentinos chamaram cidadãos franceses de angolanos, disseram que chilenos vivem em um corredor, afirmaram que o Uruguai é uma província de dinossauros, declararam que os chilenos se limpam com as mãos, afirmaram que os colombinos jogam no "Deportivo Escobar", insinuaram que a Espanha é a farsa do futebol, e, é claro, não poderia faltar, atacaram brasileiros os chamando de macacos e fazendo gestos que imitam o comportamento de primatas não humanos.

Carolina também declarou nas redes sociais: "Estou com Messi e não abro! Para mim, primeiro a América do Sul, depois a África... O resto, que vença o melhor!" nas vésperas da semifinal entre Argentina e Inglaterra.

O mesmo Messi que nunca utilizou sua influência, relevância e posição de poder para se posicionar especificamente CONTRA O RACISMO NA ARGENTINA, que nunca se propôs a educar a população de seu país com um discurso antirracista, que simplesmente ignora a situação e age como se não fosse problema dele.

E também o mesmo Messi que visitou Benjamin Netanyahu, ignorando a guerra e as atrocidades cometidas na Faixa de Gaza, que se encontrou com Donald Trump e demonstrou admiração pelo presidente estadunidense que dispensa apresentações, e que recebeu Javier Negre, jornalista espanhol e ativista da extrema direita com enfoque na América do Sul e Estados Unidos. 

Mas isso tudo deve ser apenas uma coincidência, não é como se Messi se identificasse ou se relacionasse com essas figuras, afinal futebol é futebol, não tem nada a ver com cultura, sociedade e política, então não tem porque relacionar os debates, não é? 

Uma percepção bastante simplória de toda a situação, para dizer o mínimo.

Vincular racismo a Argentina é simplesmente falar a verdade, o país e sua população são, de fato, racistas e não fazem esforço algum para tentar mudar isso, tampouco esconder, bradam ofensas e xingamentos racistas em coro e com orgulho, para os ouvidos de seus jogadores que fingem não ouvir.

Não é sobre querer escolher um país historicamente menos racista, é sobre protestar contra o que está acontecendo AGORA, claro que estudar a história do mundo, suas guerras, desumanidades e horrores, é muito importante, pois desta forma, pode-se aprender com os erros, mas também é essencial reconhecer e apontar os problemas atuais também, que estão ferindo pessoas neste exato momento.

Ademais, brasileiro torcendo para a Argentina é o cúmulo do patético. Na Copa do Mundo de 1990, jogadores argentinos deram água batizada com sonífero para jogadores brasileiros durante uma pausa no segundo tempo, história confirmada em 2004 por Maradona, que admitiu o plano cujo objetivo era "desestabilizar jogadores brasileiros".

Quanto as vitórias da Argentina na Copa do Mundo, em 1986, o ícone do futebol argentino Diego Maradona conquistou o título para sua seleção numa partida contra a Inglaterra fazendo um gol com a própria mão (o que mesmo quem não entende de futebol, sabe ser proibido).

Vencer é bom, mas vencer com honra é melhor ainda, ganhar com fraudes e manipulações, não é uma vitória a se orgulhar, a imprensa esportiva de todo o planeta está discutindo se a seleção argentina estaria sendo favorecida pela arbitragem nesta Copa do Mundo de 2026, e o jogo contra o Egito está sendo uma das principais razões para isso, inclusive.

Definitivamente, a Argentina não é uma nação pela qual um brasileiro deveria torcer. 



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Em ambos os livros, as protagonistas femininas são mulheres negras que enfrentam o racismo e estigmatização que a sociedade brasileira impõe a esta população, sendo Intoxicado um romance contemporâneo e O Bom Filho a Casa Torna um romance de época.

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